31 agosto 2015

Avós, ajudam ou atrapalham?

Olá pessoal, tudo bem??
Eu gosto muito de pesquisar sobre educação, às vezes acho que eu deveria ter escolhido Pedagogia ao invés de Direito.. recentemente eu andei dando uma olhada sobre a interferência dos avós na educação dos nossos filhos. Eu acredito que, ao mesmo tempo que eles ajudam, muitas das vezes atrapalham também!! Como tive filho muito nova, acabam que por "duvidarem" se tenho a capacidade mesmo ou não de educar corretamente uma criança... não sou a melhor mãe do mundo (ninguém é), mas posso garantir que não há objeções em relação a educação que estou dando pro Ni!! 
Trouxe dois artigos interessantíssimos para vocês, espero poder ajudar á todos!!!




É preciso definir limites 

Que mãe nunca recomendou ao deixar o filho na casa da avó que ela não ofereça à criança refrigerante na hora das refeições? Ou que primeiro o filho fizesse o dever de casa para depois brincar e o acordo não foi cumprido? Pequenos estresses como esses podem confundir a criança. Assim, ela acaba acreditando que não precisa ter regras e limites a serem cumpridos também na casa dos avós. 

O médico diz que “ter limites é uma necessidade da criança. Mas dar limites é trabalhoso. Por isso, os avós ficam com uma imagem errada. Eles já passaram por tudo isso na educação dos filhos e acabam relaxando com as recomendações dos pais, que ficam estressados. É aí que se instala a discussão, ainda mais quando a criança convive com avós maternos e paternos”.
O pediatra também alerta que limites sem critérios definidos podem confundir a criança. “Os avós têm razão de vez em quando e as questões devem ser pensadas em conjunto. As relações com as crianças podem ser menos rígidas, com menos limites, mas esses devem ser claros e respeitados por todos, beneficiando a educação delas”.
Avós presentes
Existem as avós que não participam da vida dos netos, aproveitando apenas os momentos bons e festivos. Em contrapartida, existem aquelas que assumem grandes responsabilidades. “Um exemplo é relacionado com a gravidez de adolescentes, que muitas vezes não têm condições de criarem, sozinhas, seus filhos. Nesses casos, não é raro encontrarmos avós jovens que ainda trabalham, criam os filhos e se vêem assumindo boa parte dos cuidados com o neto“, afirma o pediatra. 

A dona-de-casa Ruth Rebello dos Santos, de 79 anos, conta que ajudou muito os filhos no dia-a-dia dos quatro netos. “Como meus dois filhos sempre trabalharam foram, eles costumavam deixar as crianças aqui em casa quando pequenas, para que não ficassem com sozinhas com babás ou empregadas. Na época de irem para o colégio, eu ajudava nos deveres de casa, a estudar para as provas e controlava os horários de banho e das refeições. Como estudavam à tarde, meu marido ia buscá-las e as traziam para minha casa, enquanto meus filhos não saíam do trabalho. Sabia que eles chegavam cansados, então, fazia o máximo que podia”, conta. 

Ruth diz que não encara os conselhos que dava aos filhos como uma forma de tirar a autoridade deles. “Eu tinha mais experiência e passado por todas as fases da criação de um filho que eles ainda passariam, então, muitas vezes, eu me antecipava às decisões deles. Às vezes acontecia alguma discussão, mas em geral, não tinha problemas”, explica. 

Amansil de Oliveira Duarte, 62 anos, adora que o neto Pedro Henrique, 12, fique em sua casa. Mas ela parte do princípio de seguir as recomendações da nora e não dar palpite na educação do menino. “Sou aquele tipo ‘vovozona’. Brinco com ele, dou apoio a meu filho e minha nora, fico com meu neto quando eles precisam viajar, mas não me intrometo na educação e nem na alimentação dele. Sirvo o que a mãe dele recomenda com alguma coisinha a mais. Sei que a tarefa de educar os filhos é dos pais e os avós não devem se meter. Cada pai sabe sempre o que é melhor para o seu filho”, explica. 

Dicas
 

- Antes de deixar as crianças com seus pais converse com elas e explique que o fato de não estarem na casa delas não significa que não devem cumprir as tarefas habituais.

- Diga a seus filhos que os avós estão te ajudando a cuidar deles e que devem se comportar bem, sem deixar a casa de cabeça para baixo de tanta bagunça. 

- Quando deixar as crianças com seus pais recomende a eles o que é preciso ser feito, como: dever de casa, banho, o horário das refeições, etc. Mas não seja tão exigente ou brigona caso eles não consigam cumprir exatamente o que você queria, afinal, são idosos e têm outras coisas para fazer. 

- Se a criança tiver que comer algo especial leve da sua casa. Assim você evita o trabalho de preparar uma refeição diferente. O mesmo serve com os medicamentos, ele na bolsa da criança o que ela está acostumada a tomar.
Fonte: Oi Educa
Como agir quando os avós interferem na educação dos filhos
A psicóloga Silvia Malamud ensina que a melhor maneira de dizer às avós da criança que você não quer interferências na educação é partir do princípio do respeito, antes de qualquer coisa. E, quando vir algo de invasivo ou distante da educação que queira dar aos filhos, tente evidenciar as desiguais condutas e, claro, as diferenças que existem do mundo atual para o mundo e a cultura em que as avós viveram. Fácil? Não, né...
É preciso lembrar sempre que os mais velhos têm sim mais experiência e, consequentemente, maior tranquilidade para lidar com as crianças, principalmente os pequenininhos. E mais, a ajuda extra (e de confiança) pode ser divina. Mas é supernecessário estabelecer limites, mostrar que os papéis mudaram - e que a mãe agora é avó.
E se já é difícil quando a avó em questão é a sua mãe, o que fazer quando se trata da amada sogra? "O ideal é que o pai fale! Se ele disser que não gosta, que não quer, preserva a relação da mãe com a esposa. Desde que ele concorde com o que a mulher diz, esse é o caminho mais adequado" ensina a terapeuta familiar Roberta Palermo.
Ela e Silvia concordam que se os pais tiverem uma postura firme, no que diz respeito às regras, não haverá problema se as avós paparicarem demais os netos, afinal não há nada melhor que mimo de avó. "É importante que avós sejam avós, ou seja, não tenham a responsabilidade de educar e sim de fazer coisas gostosas, que incluem comer um pedaço de bolo faltando cinco minutos para a hora do almoço," exemplifica Roberta.
Ao invés de travar uma batalha em torno da criação do baby, o melhor que pais e avós têm a fazer é unir forças em prol deste único objetivo. "É importante que os pais escutem o que seus pais e sogros têm a dizer, além de agradecer a ajuda e falar que pensará a respeito. Os pais devem escutar e, quem sabe, até seguir alguma ideia, afinal pode ser uma boa ajuda mesmo. Muitas vezes uma relação já desgastada faz com que os pais não escutem mais, perdendo algumas dicas preciosas" comenta Roberta.
Há casos específicos em que a convivência com os segundos pais são de extrema importância, como quando as crianças passam pelo trauma da separação dos pais. "Quando acontece uma ruptura como divórcio, as avós podem dar este importante suporte emocional de amparo e continuidade afetiva, até que o novo momento se estabilize", pondera Silvia. Ela lembra que muitas avós, sobretudo idosas, também precisam de atenção especial. Não se deve atribuir a elas a responsabilidade de educar as crianças, mesmo quando elas insistem em interferir!
O que é comum hoje, já que a família brasileira mudou, é todos morarem juntos, pai, mãe, filhos, avós, sogra. E, para que esta convivência não se torne um transtorno familiar, alguns cuidados devem ser tomados. "Para resolver essa bagunça, nada melhor que o diálogo", sugere Roberta. "Quem manda são os pais e, por mais que não estejam sempre em casa, devem dizer como querem que se realizem as tarefas. Dessa maneira, há mais chances de organizar a casa".
As famílias não são iguais, portanto não há fórmula que defina melhor essa relação. O importante é não deixar de conversar, dizer o que pensa. Se perceber que a mãe ou sogra está dominando os cuidados do filho ou diz que você não faz nada direito, abra o jogo sobre como se sente. Basta não se esquecer da delicadeza e do respeito, agradecer a ajuda e lembrar que, mesmo que erre, a responsabilidade pelas decisões com relação aos filhos agora é sua.
Fonte: Vila Mulher
BeijãoHelena Campos

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